Pórticos ‘saem’ de Rolândia e serão instalados na antiga praça de pedágio de Arapongas; concessionária comunicará a ANTT

A concessionária EPR, responsável pelo trecho da BR-369, vai instalar o pórtico de cobrança automática, o free flow (fluxo livre), na antiga praça de pedágio entre Arapongas e Rolândia, também na BR-369. A informação veio através do Governo do Estado depois de muita polêmica e reclamações dos moradores de Rolândia, que seriam prejudicados pelo local onde os pórticos estavam sendo instalados, dentro do perímetro urbano do município. A própria concessionária comunicará a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre esta decisão.
Na terça-feira (3), a Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL) do Paraná e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) divulgaram uma nota sobre o assunto. A nota informava que, após diálogo e discussão técnica com a EPR ao longo dos últimos dias, ficou definido que o pórtico de cobrança automática não seria mais no perímetro urbano de Rolândia. A concessionária responsável pelo trecho vai instalar o pórtico na antiga praça de pedágio, ou mais próximo dela.
Ainda na terça-feira, o prefeito de Rolândia, Ailton Maistro, divulgou a nota da SEIL e do DER/PR e agradeceu ao trabalho dos vereadores, do deputado Cobra Repórter, do presidente da LAR Foods, Irineo da Costa Rodrigues, e do próprio Executivo. “Nós sabíamos que o pedágio ia voltar, mas onde ele estava sendo instalado iria prejudicar os trabalhares de Rolândia e o próprio município”, pontuou Maistro.
O Lote 4 das novas concessões rodoviárias do Paraná, que tem 627,52 quilômetros de extensão, e prevê R$ 10,8 bilhões em obras (Capex) e R$ 5,6 bilhões em conservação e serviços (Opex), foi arrematado pelo Grupo EPR no final do ano passado. Esse Lote abrange rodovias que cruzam as regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná, conectando Cornélio Procópio a Guaíra e Maringá a Nova Londrina, com impacto direto em 33 municípios da região.
A assinatura do contrato deve acontecer nesta sexta-feira, dia 6 de fevereiro, mas as cobranças não começam nesta data. Após a assinatura, a concessionária terá até 30 dias para iniciar os serviços, como obras de recuperação do pavimento, sinalização, drenagem e implantação de atendimentos ao usuário, com ambulâncias, guinchos e inspeção de tráfego. A cobrança só será autorizada pela ANTT.



