Casos de gripe disparam e alertam para a vacinação

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Casos de SRAG, associados ao vírus influenza, mataram 259 pessoas até 17 de abril; vacinação contra a gripe é necessária

A temporada da gripe chegou mais cedo e com mais força ao Brasil em 2026. Segundo o Ministério da Saúde, até 17 de abril, foram contabilizados 4.181 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza, dos quais 259 pessoas morreram. Os números são muito superiores aos verificados no mesmo período de 2025. A tendência, avalia a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é de que a alta se mantenha em 14 das 27 Unidades da Federação.


Em Rolândia, até na semana passada, mais de cinco mil rolandenses já foram imunizados na Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O número pode parecer grande, mas não o é. Se forem distribuídas, em percentuais, dentro de seus grupos prioritários e suas metas, essas exatas 5.433 doses de vacinas aplicadas ficam assim: 40,5% do total de gestantes; 17,9% dos idosos e APENAS 7,95% das crianças.

Visita a acamados
Para garantir o acesso da população mais idosa e acamados, a secretaria de Saúde está fazendo vacinação em domicílios. Na quarta-feira (22), foram aplicadas 48 doses contra a gripe e 30 contra a Covid-19. Como a vacina contra a gripe, neste momento, está liberada para os grupos prioritários, a recomendação dos especialistas é, se possível, para as pessoas buscarem a imunização na rede privada.

Vacina reduz males
Um robusto trabalho de metanálise e revisão sistemática divulgado em 2025, por exemplo, sinalizou que a vacinação contra o influenza foi capaz de reduzir as hospitalizações pelo vírus em 42%, a mortalidade em 36%, as internações em UTI em 52%, a necessidade de ventilação mecânica em 55% e a ocorrência de pneumonia em 51%. Foram incluídos na avaliação 165 estudos conduzidos em diferentes regiões do planeta, após a seleção de mais de 7.700 publicações.

Mitos comuns
A baixa adesão às campanhas, assim como acontece com outras vacinas, tem múltiplas causas. Entre elas, a percepção errônea de que a gripe é uma doença leve e dúvidas a respeito da segurança e da eficácia das vacinas, muitas vezes motivadas por conteúdos equivocados que circulam nas redes sociais. Entre os mitos mais comuns está a crença de que a vacina causa gripe, o que é impossível, pois os vírus utilizados na composição são inativados (mortos). Outro equívoco frequente é a ideia de que a vacina não funciona. Embora a eficácia possa variar de ano para ano, a depender da coincidência das cepas presentes com os vírus em circulação e de outros fatores, a diminuição de mortes e hospitalizações é amplamente documentada.

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