Implantação de colégio estadual provoca readequação de linhas e estudantes que não moram na distância mínima, regrada por resolução do Estado, estão sem transporte

A implantação do colégio estadual Maria Magdalena, instalado provisoriamente na Faccar, acabou por deixar mais de 200 alunos e alunas (número extraoficial) sem transporte em Rolândia. Isso por houve uma readequação das rotas e dos critérios de atendimento, o que fez com esses estudantes, que moram a menos de dois km do novo colégio e na região do Nobre e do Cidade Nova, e que têm de estudar lá, perdessem o direito ao serviço. Nesse momento, eles têm de ‘se virar’ para chegar até o colégio ou ir a pé.
De acordo com o setor de Transporte Escolar, o atendimento do transporte escolar prioriza alunos que residam a mais de dois km da unidade escolar. Isso de acordo com a Resolução Estadual nº 0777/2013 – SEED e Orientação Técnica nº 001/2026 – FUN/DIAF/DTE, documentos do governo do Paraná.
Essa readequação ‘diminuiu’ três das 20 linhas de ônibus que Rolândia tem atualmente. O setor de Transporte Escolar também afirmou que está sendo feito um levantamento para saber a real situação no município.
Câmara
Essa situação chamou a atenção da Câmara, que teve uma reunião com o setor de Transporte ainda no final do mês passado. “Acreditamos que o município poderia continuar arcando com essa despesa, já que o subsídio do Estado continua o mesmo”, ressaltou o vereador Gesiel Araújo. Segundo o Legislativo, seria um direito adquirido que foi retirado e, além disso, os pais não puderam escolher e esses alunos foram transferidos de outros colégios para o Maria Magdalena, por conta de ser a referência do bairro em esses estudantes moram.
Reunião
Nesta semana, houve uma reunião com prefeito Ailton Maistro e foi solicitado a volta do transporte para quem não está sendo beneficiado e que mora no Nobre e no Cidade Nova. “É uma resolução do Estado, mas não diz que é proibido dar o transporte para quem mora a menos de dois km do colégio”, reforçou Gesiel.
O setor de Transporte afirmou, ainda, que compreende as manifestações de famílias impactadas pelas mudanças. No entanto, a organização do transporte escolar segue critérios técnicos e legais, aplicados de forma isonômica, considerando a abrangência do serviço e a necessidade de priorização dos estudantes que dependem do transporte público escolar.
Palavra do prefeito
O JR entrou em contato com o prefeito Ailton Maistro, que lembrou que o município está fazendo a maior parte do trabalho do Estado no transporte. “Em 2025, foram R$ 11,4 milhões em transporte de cerca de 1,4 mil alunos. Desse número, mais de 900 estudantes são de colégios estaduais, que nos repassa R$ 1,6 milhão. A mudança para o colégio implantado provisoriamente na Faccar foi determinado pelo Estado”, afirmou o prefeito.



