CAPS AD amplia acolhimento em saúde mental em Rolândia

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Serviço oferece atendimento especializado para pessoas com sofrimento relacionado ao uso de álcool, drogas e dependências comportamentais

O Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), de Rolândia, tem desempenhado um papel importante no acolhimento e acompanhamento de pessoas que enfrentam sofrimento psíquico relacionado ao álcool, outras drogas e dependências comportamentais. Integrante da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS), o serviço atua de forma territorializada, humanizada e interdisciplinar, oferecendo cuidado integral aos usuários e suporte às famílias.


Segundo Josiane Monte, psicóloga e servidora pública de Rolândia, o principal objetivo do CAPS AD é promover acolhimento, cuidado contínuo, redução de danos, reinserção social e fortalecimento da autonomia dos usuários. “O tratamento é construído de forma individualizada, respeitando a realidade, a singularidade e as necessidades clínicas e sociais de cada pessoa”, explicou a profissional.


O atendimento é realizado por uma equipe multiprofissional composta por psicólogas, médica psiquiatra, enfermeira, terapeutas ocupacionais e educador físico, responsáveis pela elaboração do Projeto Terapêutico Singular (PTS) de cada paciente. O serviço atende adolescentes (16+), adultos e familiares que necessitam de acompanhamento relacionado ao uso prejudicial ou à dependência de substâncias psicoativas.


O acesso pode ocorrer por demanda espontânea ou por encaminhamentos realizados pela rede de saúde, assistência social, educação, justiça e outros serviços. Entre as modalidades oferecidas estão acolhimento inicial, atendimentos individuais, grupos terapêuticos, oficinas, acompanhamento psiquiátrico, visitas domiciliares, apoio familiar e ações de prevenção e promoção em saúde mental.


Além das drogas ilícitas
Josiane destaca que a dependência química é uma condição complexa e multifatorial, envolvendo aspectos biológicos, psicológicos e sociais. “Um dos principais sinais é quando a pessoa perde o controle sobre o uso ou comportamento, mesmo percebendo prejuízos na vida pessoal, familiar, profissional, financeira ou emocional”, explicou.


Outro indicativo importante é quando a pessoa tenta interromper ou diminuir o comportamento compulsivo e não consegue sozinha, apresentando irritação, angústia ou sofrimento. “Muitas pessoas ainda associam dependência apenas às drogas ilícitas, mas o álcool, apesar de lícito e socialmente aceito, é uma das substâncias que mais causam adoecimento, conflitos familiares, acidentes e prejuízos à saúde física e mental”, afirmou a psicóloga.


O CAPS AD também tem observado aumento nos casos ligados às dependências comportamentais e ao uso problemático de medicamentos psicotrópicos, e às apostas on-line e jogos eletrônicos, que têm chamado atenção dos serviços de saúde mental, principalmente entre jovens e adultos. “O que mais preocupa é a facilidade de acesso, o estímulo constante nas redes sociais e a falsa sensação de ganho rápido. Muitas pessoas acabam entrando em um ciclo de compulsão, tentando recuperar perdas financeiras e ficando emocionalmente dependentes daquela sensação de recompensa imediata”, destacou Josiane.


A profissional também reforçou a importância da participação da família durante o tratamento. “O cuidado acontece com o paciente e com toda a rede afetiva ao redor dele”, conclui Josiane. Mais informações com a psicóloga pelo (43) 9665-6370 e o CAPS AD de Rolândia fica na Rua Alzira Tiburski 102.

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