Por Samuel M. Bertoco

Morreu, aos 64 anos, Hikaru Kurosaki. Aqui conhecido nada por nada menos que Jaspion. E para homenagear o maior deles, vou lembrar de alguns outros tokusatsu – esses seriados de heróis japoneses e monstros – que fizeram a alegria da molecada nos anos 80 e 90.
- Jaspion era uma espécie de Star Wars Tokusatsu, o menino Jaspion era um órfão espacial que protegia a terra e o universo contra Satan Goss – claramente uma cópia gigante do Darth Vader. Jaspion se destacava pela além do visual acima da média e porque rolava uns episódios bem pesados pra idade de quem assistia – destaque pro Satan Goss virando literalmente o monstro Cthullu – fez eu não dormir algumas noites.
- Changeman levou o conceito de trabalho em equipe a outro nível. Cinco heróis, cinco cores e um esquadrão inteiro enfrentando o Império Gozma. Esses tempos atrás deu dei uma revisitada e esse era o mais fraquinho, apesar de ter feito muito sucesso por aqui.
Jiraiya provou que um ninja podia ser moderno. Entre espadas, armaduras e disputas por um misterioso tesouro, misturava tradição japonesa com ação desenfreada e personagens que pareciam saídos de um carnaval de ninjas.
Jiban era a cópia meio tosca e bem menos violenta do Robocop. Meio robô, meio justiceiro, enfrentava criminosos biológicos com uma seriedade que contrastava perfeitamente com os planos absurdos dos vilões.
Black Kamen Rider trouxe um herói mais sombrio, mas sem perder o espírito aventuresco. Sua moto era quase tão importante quanto ele, e qualquer criança sonhava em fazer uma entrada triunfal daquele jeito.
Flashman adicionou um toque de ficção científica. Criados em planetas diferentes, os cinco heróis retornavam à Terra para salvar um mundo que mal conheciam. Era emocionante e ainda rendia ótimas batalhas em equipe.
Cybercop tentou mostrar que o futuro estava logo ali. Armaduras tecnológicas, policiais de elite e computadores que pareciam incrivelmente avançados… até compararmos com o celular que hoje carregamos no bolso.
Os efeitos envelheceram, os capacetes já não impressionam tanto e os monstros continuam claramente fantasiados. Ainda assim, os tokusatsus permanecem gigantes na memória de quem viveu essa época. Afinal, algumas explosões jamais saem do coração.
Samuel M. Bertoco é formado em Marketing e Publicidade



