Por Samuel M. Bertoco

Agora o bicho pega, a década de 80 é a década das introduções memoráveis – embora algumas tenham mantido a qualidade só na intro mesmo. Então aqui não teve jeito, vou dividir em parte um e parte dois.
Eye of the Tiger — Survivor (1982): A guitarra abafada acompanhada pela bateria cria uma tensão crescente até o riff principal entrar. Depois de Rocky III, tornou-se praticamente impossível ouvir essa introdução sem imaginar alguém treinando para alguma coisa.
Billie Jean — Michael Jackson (1982): A bateria começa, entra o baixo e acabou: você já sabe qual música é. É um exemplo perfeito de introdução que não precisa apresentar tudo de uma vez. A maior música do maior músico do pop.
Jump — Van Halen (1984): Eddie Van Halen, um dos maiores guitarristas da história, resolveu criar uma de suas introduções mais famosas… no sintetizador. É praticamente o som dos anos 80 condensado em alguns segundos.
Take on Me — A-ha (1985): Disputa com Jump o posto de maior entrada de sintetizador da música. Confesso que, tirando a intro, não gosto muito da levada dessa música.
The Final Countdown — Europe (1986): Disputa com Jump, e com Take on Me, o posto de maior entrada de sintetizador da música. E é uma sonzeira do início ao fim.
Master of Puppets — Metallica (1986): É agressiva, precisa e monumental — uma introdução que praticamente anuncia a consolidação do thrash metal.
Back in Black — AC/DC (1980): Silêncio, batera, e um riff absurdamente simples. Angus e Malcolm Young demonstram aqui uma regra importante: quantidade de notas e qualidade de riff são coisas completamente diferentes. O AC/DC já havia feito isso antes, mas essa pancada é a maior demonstração do que é mais poderoso num riff de rock n´ roll.
Purple Rain – Prince (1984): Os primeiros acordes de guitarra têm uma carga emocional absurda. Não é uma introdução baseada em surpresa ou velocidade: são acordes enormes, espaçados, quase solenes.
Samuel M. Bertoco é formado em Marketing e Publicidade



