Julgamento de pai e avó de Eduarda Shigematsu começou

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Mais de 7 anos depois da morte da menina de 11 anos em Rolândia, Ricardo Seidi e Terezinha de Jesus Guinaia começam a serem julgados em Maringá

Eduarda, estudante do colégio Kennedy, tinha 11 anos quando foi encontrada morta (foto: divulgação)

Depois de oito adiamentos e mais de sete anos da morte de Eduarda Shigematsu, de 11 anos, pai e avó paterna começam a serem julgados no Tribunal do Júri em Maringá. O julgamento aguardado pela família do lado materno da menina desde 2019. A expectativa é de que o Tribunal do Júri se estenda por vários dias.

Ricardo Seidi e Terezinha de Jesus Guinaia, pai e avó de Eduarda, morta em abril de 2019, se sentam no banco dos réus em Maringá, num julgamento aguardado por Rolândia e por toda a região. Ricardo, que está preso desde à época do crime, chegou sob escolta policial no Fórum Criminal de Maringá um pouco antes das 8 horas da manhã. Terezinha Guinaia não está presa e será interrogada durante a sessão.

Ricardo está preso desde 28 de abril de 2019 e é acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Já sua mãe, Terezinha de Jesus, avó de Eduarda, é acusada pelos crimes de ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Assim como Ricardo, ela nega as acusações. Terezinha ficou presa por alguns dias, mas depois foi libertada. Em abril, o assassinato de Eduarda completou sete anos.

Relembre

Em abril de 2019, Eduarda desapareceu e, dias depois, foi encontrada morta e enterrada na garagem de uma casa que pertencia a seu pai, Ricardo Seidi, em Rolândia. Ele foi preso logo após a descoberta do corpo e é o principal suspeito de matar e ocultar o cadáver da própria filha. Ele nega o assassinato e diz que ‘apenas’ ocultou o corpo e que Eduarda teria se matado.

Notas dos advogados

Os advogados dos acusados emitiram notas sobre o julgamento iniciado nesta quarta-feira (16) em Maringá. “A defesa está tranquila para o julgamento, confiando na absolvição dela por tudo o que já foi produzido nos autos na 1ª fase do julgamento”, afirmou Mauro Valdevino, advogado de Terezinha.

“Confiamos em um julgamento técnico, calcado na análise cuidadosa das provas produzidas nos autos. (…) “As teses defensivas estão amparadas em laudos periciais, no exame crítico da prova técnica e em contradições relevantes identificadas na investigação”, salientou Roberto Ekuni, advogado de Ricardo.

A mãe de Eduardo, Jessica Pires, chegou ao Fórum em torno das 8h30, com o marido e outros familiares. Jessica usa uma camiseta com uma foto da filha e a frase ‘Justiça pela Duda’. Trouxe também uma manta usada pela filha quando ainda era bebê – a guarda de Eduarda era de Terezinha Guinaia à época do crime. Jessica tem como advogado Hugo Esteves, que criticou a tramitação longa do processo e seus sucessivos adiamentos.

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