Violência contra a Mulher: Cambé terá ‘bancos vermelhos’

Projeto criado na Itália serve como alerta contra a violência contra mulheres e meninas; Câmara aprovou e Executivo sancionou

Vereadoras e vereadores durante uma sessão em Cambé (Foto: Pedro Marconi)

O município de Cambé vai entrar para o grupo de municípios do Brasil que implantaram ‘Bancos Vermelhos’ pela cidade. O projeto, aprovado em duas votações pela Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito Conrado Scheller, prevê instalação de bancos vermelhos em espaços públicos, com mensagens sobre violência, feminicídio e canais de denúncia de violência contra a mulher. O Projeto banco Vermelho, da vereadora Patrícia da Farmácia (PL), foi incluído nas ações da campanha Agosto Lilás de conscientização e prevenção à violência contra a mulher.


O texto aprovado e sancionado altera o Agosto Lilás no município já que poderão ser instalados bancos na cor vermelha em espaços públicos, com mensagens educativas sobre a violência contra a mulher e o feminicídio, além de informações sobre canais oficiais de denúncia e acolhimento, como o Ligue 180. “É uma medida de grande significado. Mostra que a violência contra a mulher não pode ser ignorada. A cor vermelha representa o sangue derramado pelas vítimas, enquanto que o banco vazio representa a ausência da mulher vítima de violência”, explicou Patrícia da Farmácia (PL).


“Muitas pessoas podem pensar que é ‘só um banco’, porém, uma mulher que passa por uma situação de violência pode ver este banco e enxergar ali um alerta”, comentou a vereadora Ellen Affonso (União), para quem a Câmara tem ampliado, ao longo do mandato, a discussão de políticas voltadas à proteção das mulheres.


Para a vereadora Viviani Vallarini (PSD), que integra a Procuradoria da Mulher da Câmara, o enfrentamento do problema precisa envolver toda a sociedade. “Temos que levar conscientização e não apenas para as mulheres, mas para toda a cidade”.


O vereador Gallego (União) também defendeu a proposta e afirmou que ações de conscientização são necessárias diante do aumento dos casos de violência contra a mulher. “São ações assim que precisamos para alertar a sociedade para a violência contra a mulher”, frisou.


Dr. Fernando Lima (União) reforçou a importância de transformar as discussões sobre violência contra a mulher em medidas concretas. “É essencial debater e falar sobre esta questão, que muitas vezes acontece ao nosso lado. Chegamos num momento de ter ações concretas”, disse.


O presidente da Câmara, Odair Paviani (PL), relacionou a proposta a outra iniciativa recente do município: o protocolo de atendimento a situações de violência lançado pela secretaria municipal de Educação. De acordo com ele, a escola também pode ser um espaço importante para identificar e encaminhar casos. “Muitas vezes a violência acontece dentro de casa, o filho vê e leva para a escola. Os profissionais precisam saber como lidar, quem procurar e ajudar”.


O Projeto Banco Vermelho foi criado na Itália em 2016 e incorporado à legislação federal brasileira pela Lei nº 14.942, de 2024. A justificativa do projeto aponta que a medida amplia a visibilidade do enfrentamento à violência de gênero e contribui para a divulgação dos canais de apoio e denúncia.

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