Rolândia: CRAM faz um ano com 425 casos atendidos

Serviço amplia atendimento psicológico, orientação e articulação da rede de proteção às mulheres

O time Cram (a partir da esquerda): Yohana Ramos (assist. social), Denise Rodrigues (zeladora), Cristina Martins (recepcionista), Viviane Lovarias (psicóloga)

O Centro de Referência de Atendimento às Mulheres (CRAM) de Rolândia completa um ano de funcionamento com 425 casos registrados entre outubro de 2025 e setembro de 2026.


O serviço atende mulheres em situação de violência e oferece acolhimento, escuta, orientação e encaminhamentos de acordo com as necessidades de cada caso. De acordo com Vivianne Vernillo, Diretora de Políticas Públicas para Mulheres, o primeiro ano representa um avanço na política de enfrentamento à violência contra as mulheres no município.

Flávia Ramos (psicóloga), Viviane Vernillo (diretora) e Rozimari Podanoschi (assist. social)


Segundo ela, o serviço se consolidou como um espaço de referência e também registrou um aumento gradual na procura, mostrando que a população passou a conhecer mais os serviços disponíveis.


Entre as situações mais frequentes estão violência física, ameaças e violência psicológica. As mulheres também procuram o CRAM em busca de informações sobre direitos, medidas de proteção e possibilidades para romper o ciclo da violência.
Cada atendimento é analisado individualmente, considerando o contexto familiar, social e os riscos envolvidos. Após a acolhida inicial, a mulher pode ser encaminhada para atendimento psicológico individual.


O CRAM também está implantando grupos de atendimento psicológico, que possibilitam a troca de experiências entre mulheres que vivenciam situações semelhantes. “Muitas mulheres permanecem ou retornam ao relacionamento violento, não por uma simples escolha, mas em razão de fatores emocionais, econômicos, familiares e sociais”, explica a diretora.


Entre as principais demandas estão apoio psicológico, orientação jurídica e auxílio na busca por autonomia financeira. A equipe também aponta como desafio a ausência ou fragilidade de redes de apoio familiares e sociais, que podem dificultar o rompimento seguro com a situação de violência.


O atendimento é articulado com outros serviços, incluindo a Procuradoria da Mulher, UBS, CRAS, Educação, Polícia Civil e Polícia Militar. A integração permite que diferentes necessidades sejam acompanhadas pela rede de proteção.


Para o próximo ano, o CRAM pretende ampliar as atividades coletivas, grupos de atendimento, ações educativas e campanhas de conscientização, além de fortalecer as parcerias com a rede de proteção e investir na capacitação continuada da equipe. “A ideia é ampliar gradativamente as ações do CRAM, tanto no atendimento direto quanto nas iniciativas de prevenção e promoção de direitos”, reforça.


O atendimento no CRAM funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Rua Monteiro Lobato, 322, Centro. Para mais informações acesse o perfil do serviço por meio do instagram (@cramrolandia).

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