Por Humberto Xavier Rodrigues

A voz dos profetas silencia por quatrocentos anos. Mas agora chegou para Deus “a plenitude do tempo”. Ele falará pelo Filho e revelará ao Seu povo, ao mundo, bem como a cada um de nós pessoalmente, a boa nova do evangelho. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Ora (…) Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). Mat 1:21-23
Os planos de Deus se cumprem, e, segundo as profecias, o nascimento do Herdeiro do trono de Davi acontece na cidade de Belém. Deus Pai providenciou tudo para o Seu Filho, até mesmo uma estrela para conduzir os magos que vieram do Oriente para renderem homenagens e adorar o Rei dos reis.
As intenções homicidas de Herodes foram frustradas, e também as de Satanás, pois este procurava, desde o momento da entrada de Cristo no mundo, eliminar Aquele que haveria de vencê-lo. A viagem ao Egito, ordenada por Deus para que a Criança escapasse desses intentos criminosos, também ilustra a graça Daquele que se dispôs a seguir o mesmo caminho que o Seu povo trilhou no passado.
O nosso Senhor Jesus é conduzido ao calvário. Ele voluntariamente toma sobre Si uma carga que é incomparavelmente mais pesada: a carga de nosso pecado, que nenhum outro poderia levar em Seu lugar. Ele é crucificado entre dois malfeitores. Os escarnecedores estão ali: desafiam o Senhor Jesus a salvar a Si mesmo, como que questionando o Seu poder.
Deus-Homem, entre os homens. Perfeitamente Deus é perfeitamente homem. E, assim sendo, Identificado em nossa humanidade, atrai para si mesmo no Seu corpo naquela cruz, a nossa natureza corrupta.
Nesta união com Cristo, a carne, ‘o corpo do pecado’ – o ser completamente caído e arruinado pelo pecado – é julgado e crucificado. Pela fé, o ouvinte considera-se (contabiliza-se) ‘morto para o pecado, mas vivo para Deus. Como Disse Jesus: “ Vai-te, e seja feito conforme a tua fé“
Esta é a marca distintiva do Cristão – a experiência da Cruz. Não apenas que Cristo morreu por nós, mas que nós morremos com Ele. Este é o novo e vivo caminho que Ele consagrou, e assim sendo, como ato de fé, nos tornamos “santuários móveis de Deus”. Que assim seja! Amem!! Boas festas!!!
Humberto Xavier Rodrigues é formado em Teologia.



