Nas memórias da Araucária

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Sobrelinhas – Por Julio Cesar X. Zago

‘Então árvores se casam? A pergunta pode parecer um tanto descabida, mas faz sentido se pensarmos no título do livro ‘A árvore viúva’, escrito por Darci Alda Barros e ilustrado por Waldomiro Neto. Afinal, se ela é “viúva” é porque um dia se casou, certo? A resposta a essa pergunta descobrimos durante a leitura da história, quer ver só?


A história começa com o senhor Manuel, nosso protagonista, recebendo de seu netinho a seguinte pergunta: “Vovô, árvores choram?”. A princípio o avô não dá importância para o questionamento do garoto, mesmo assim, ele “parou para pensar sobre o que o neto falara e, subitamente, mergulhou nas memórias, relembrando os tempos em que, criança como o neto, tinha vindo com a família lá do Rio Grande do Sul.”


Através do relato desse experiente narrador, o percurso difícil e cheio de perigos dos imigrantes é relatado, enfatizando os desafios que enfrentaram para completar sua jornada e se instalar no seu novo lar: “Aos poucos a paisagem foi sendo mudada: as florestas foram dando lugar às plantações de milho, feijão, mandioca e outras espécies de vegetais comestíveis.”


Assim o livro segue, passando por memórias, aventuras e nostalgias de um senhor muito vivido até que ele se depara com uma Araucária, que o questiona: “Por que estou tão sozinha, como se fosse uma viúva?”. A partir daí a história toma um rumo inesperado, finalizando com uma mensagem reveladora entregue aos leitores de maneira genuinamente tocante.


No fim das contas, somos conduzidos a reflexões que envolvem não apenas a consciência ambiental, mas à de que somos mais do que meros habitantes de um planeta em perigo, somos os causadores de nossa própria derrocada.’

O livro “A Árvore Viúva” está disponível na Biblioteca Gralha Azul, organizada pela Editora ABC. O acervo é digital, gratuito e composto por escritores e ilustradores paranaenses.
Para ouvir/ler basta acessar o link: https://bibliotecagralhaazul.com.br/a-arvore-viuva/

Julio Cesar X. Zago é graduando do curso de Letras Português pela Unespar/Apucarana.

Foto de Carla Kühlewein

Carla Kühlewein

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