Rita

Por Samuel M. Bertoco

É isso. Rita Lee, uma das maiores artistas da música brasileira e a rainha do nosso rock, nos deixou nesta semana. Olha, nem sei direito o que escrever aqui. Na verdade até sei, do legado que ela deixou, da importância que teve na música e no rock nacional. Só que nada vai traduzir, no couro mesmo, o que Rita Lee foi e ainda é para nossa música.


Do psicodélico dos Mutantes, passando pelas baladinhas folk do Tutti Frutti até encontrar seu EU de maior sucesso na parceria com o eterno amado Roberto de Carvalho, Rita foi tudo, fez o que quis no rock e cravou sucesso atrás de sucesso, chegando a inacreditável marca de 55 milhões de discos vendidos.


É, eu realmente não consigo passar o que eu estou sentindo agora dizendo quantos discos ela vendeu ou em que bandas ela tocou. É porque é difícil explicar o que acontece quando alguém assim – pra mim – se vai. Eu não era o maior fã de Rita Lee, não ouvia todo dia o dia inteiro e raramente entrava na minha lista de “os mais qualquer coisa”. Mas aí eu percebo que simplesmente sei praticamente todas as músicas dela de cor, que já assisti o acústico MTV dela umas mil vezes, ouvir? Pelo menos um milhão de vezes. Que nunca fui procurar, mas sei da vida dela de cabo a rabo, do começo de carreira até a aposentadoria com o último show no Circo Voador – que na verdade nem foi o último. E aí a gente percebe que Rita Lee não tem muita explicação mesmo. Ela está aí, permeando o rock’n roll. Pairando seu espírito livre sobre nós.


Rita não foi um furacão, Rita é um clima como um todo, um elemento químico do rock que está em meio que misturado em tudo que tocamos e ouvimos no rock do Brasil.

Samuel M. Bertoco é formado em Marketing e Publicidade

Foto de Samuel Bertoco

Samuel Bertoco

Compartilhe:

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

VEJA TAMBÉM:

Religião

Santuários vivos de Deus

Por Humberto Xavier Rodrigues O Senhor Jesus nos salvou para ser Senhor de nossas vidas. De todas as “religiões” do mundo, a única que fala

Cultura

Como estariam os Mamonas Assassinas?

Por Samuel M. Bertoco Em março de 2026 faz vinte anos de uma das maiores tragédias da música nacional. Em vez de lembrar o passado

Religião

Religiões x Graça

Humberto Xavier Rodrigues é formado em Teologia Quanto mais examinarmos as características da religião do homem, em todas as suas fases, tanto mais veremos a