Senna

Por Samuel M. Bertoco

Primeiro um off: Tá rolando na internet uma espécie de “cancelamento” do Senna, algo “como podem achar um piloto de F1 um herói, heróis são enfermeiros, bombeiros que salvam vidas e não são reconhecidos e blá, blá, blá”. Claro que sim, essa galera é herói mesmo, assim como boa parte do povo brasileiro que acorda todo dia e vai pra luta. Mas larguem de serem chatos, Senna foi um cara extra classe, um dos melhores – talvez o melhor – da história em seu esporte e apareceu numa recém saída de ditadura, onde o povo estava carente de inspiração, de alegria, de se sentir orgulhoso, e ele trouxe tudo isso, então sim. Herói.


Dito isso, a série. Sucesso absoluto da Netflix, Senna – a série – trouxe a história de Senna – o Ayrton – para uma nova geração. A F1 já não tem mais o apelo popular duns anos e uma visita a vida do nosso maior expoente no esporte – e onde sempre fomos fortes – é bem-vinda.


Senna – a série – não se preocupa em passar correndo – rá – em todos os detalhes que o automobilismo pede, por vezes tive “pausar” para explicar pra minha esposa – que não acompanha – alguma coisa de como funcionavam os carros, as equipes etc… Não estamos num drama detalhista a lá HBO, mas sim numa superprodução mais Disney mesmo; aventura, velocidade, quase um filme de super herói, a emoção tá lá, mas meio superficial – pra nova geração né, eu por vezes marejei os glóbulos oculares.


Senna – o piloto – tá numa versão mais light, mocinho da novela das nove, até seus defeitos são colocados dum jeito a formar o mito. Gabriel Leone se esforça, mas não é um ator muito bom, embora visualmente ele – e todos – estejam muiiitooo parecidos com suas contrapartes reais – Pâmela Tomé de Xuxa chega a ser assustador de igual.


Tecnicamente a série também vai muito bem, falta dinheiro pra tomadas mais abertas e filmagens que nos fizessem entender melhor a corrida, mas dava pra sentir a velocidade e a tensão dos pilotos, é uma superprodução que entrega.
Senna é pop. Satisfaz pros mais novos e dá saudade nos mais velhos. E a música da vitória faz sorrir todo mundo.

Samuel M. Bertoco é formado em Marketing e Publicidade

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