TRANSFIGURAÇÃO

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Por Monsenhor José Ágius

Parte da ‘Transfiguração’, última obra-prima de Rafael Sânzio, que morreu em 1520, aos 37 anos

No contexto da Campanha da Fraternidade, com o tema da educação, e com o belíssimo lema “fala com sabedoria e ensina com amor”, o convite de Deus para que Abraão contemplasse a beleza do céu estrelado (Gênesis 15,5-6) e a proclamação da transfiguração de Jesus (Lucas 9,28-36), nos convida a nos deixar educar para a beleza.


Nem todos somos educados para o belo, para a beleza, para se sentir atraído ao belo. São muitos os que se sentem atraídos pelo feio, pelo negativo. Mesmo assim, nossa experiência que a beleza, aquilo que é bonito atrai e nos faz sentir bem. O comércio faz lojas bonitas para atrair e para que os clientes se sintam bem e façam suas compras. Basta dar uma voltinha à pé pelo centro da cidade para observar como o comércio investe nas vitrines das lojas, trocando de decoração de acordo com a época. Vitrine bonita se torna a melhor propaganda do respectivo negócio.


Também Deus nos educa para o belo, para a beleza. Ele chama Abraão e pede que o patriarca contemple a beleza do céu estrelado. Assim é a promessa da vida que Deus que Deus oferece para seu povo; quem vive em Deus, vive na beleza da luz de um céu estrelado. O texto do Evangelho que relata a transfiguração de Jesus é uma página clara de como Deus educa pela beleza.


O monte Tabor se contrapõe ao monte do Calvário, para que os discípulos não ficassem traumatizados com a desfiguração de Jesus ensanguentado e dilacerado pendente na Cruz; por isso, são fortalecidos com a beleza da transfiguração.


Quem é educado pela beleza divina e cultiva esta beleza de Deus em sua vida, repete a mesma experiência de Pedro: “Mestre, é bom estarmos aqui”. A beleza divina é uma experiência prazerosa. A beleza divina nos enche de bondade. Tudo que é belo é bom, é bondoso, é verdadeiro.

Monsenhor José Ágius

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