Wandinha

Por Samuel M. Bertoco

Wandinha, série da Netflix focada na filha mais velha e sinistra dos Addams

A Família Addams é um desses casos em que o sucesso comercial sempre foi menor do que a marca que deixou na cultura pop. A série dos anos 60 era bacana, mas não chegou a fazer um sucesso estrondoso. Os filmes dos anos 90 até tem algumas coisas icônicas, como a imagem do casal Addams formado por Raul Julia e Anjelica Huston, mas raramente entra na lembrança dos “grandes clássicos da sessão da tarde” como Conta Comigo ou Goonies, mesmo o desenho não é dos mais impactantes… mas a querida família sinistra sempre esteve permeando suas produções por aí com boa qualidade e diversão média pra boa garantida.


É o caso de Wandinha, série da Netflix focada na filha mais velha e sinistra dos Addams. Falando da série, ela tem seus erros e seus acertos. Produzida por Tim Burton – o mesmo de Edward mãos de tesoura, Sweetney Toad e outros clássicos de visual bizarro – a série tem toda uma estética acertada que carrega a estranheza necessária e tão peculiar dos Addams. Jane Ortega como a protagonista está entre as melhores atuações do ano de longe, entrega tudo que Wandinha precisa, falta de emoção – mas sabendo separar certo de errado – falta de empatia, tiradas cortantes, um visual macabro e bizarro, mas que conecta ao espectador instantaneamente.


O problema é o que acontece ao redor dela. Na trama, a menina é mandada pra uma escola de excluídos – monstrinhos, lobizominhos, vampirinhas, sereinhas etc – depois de jogar uma dezena de piranhas na piscina de sua escola tradicional. Lá ela enfrenta as “dificuldades da adolescência” enquanto investiga misteriosas mortes que acontecem no local. É fraco, e faz com que um potencial tão bacana vire uma série de adolescentes querendo se encontrar. O mistério das mortes tão pouco contribuem para nada, focando no velho clichê do quem matou. Ainda assim, Wandinha diverte se você assistir sem compromisso. A Netflix tenta fazer dela um sucesso estrondoso, não vai ser, e nem deveria querer.

Samuel M. Bertoco é formado em Marketing e Publicidade

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