Cerimônia teve a presença da monja Jishun, de Seino Choho (da escola Soto Shu) e de Bruno Shoei, abade em templo no Paraguai

Com quase 15 dias de antecedência, o Templo Budista Soto Zenshu Dokozan Bushinji de Rolândia (PR), único da região Sul do Brasil, comemorou seus 66 anos de fundação no domingo (27). Fundado em 9 de outubro de 1960, graças ao esforço dos imigrantes japoneses que vieram para a região norte do Paraná, o Templo atualmente está sem um abade, o que não impediu a comemoração com presenças ilustres.
Além da monja Jishun Morioka, última abade do Templo de Rolândia e que mora agora em Londrina, as celebrações contaram com o monge japonês Seino Choho, superintendente-geral para missão internacional da Escola Soto Shu, e com o monge Bruno Shoei, abade do Templo Soto Zen em Yguazú, no Paraguai. “A cerimônia de hoje são três, na verdade: para os antepassados que construíram o templo, para Buda e para o primeiro abade, monge Dôgen Yoshida”, o monge Choho.
História
A construção ocorreu porque, entre as cidades do norte do Paraná visitadas em 1955 pelo Sumo Prelado (cargo que corresponde ao Papa) da Soto Shu, Takashina Rosen Zenji, Rolândia apresentava maior números de devotos. O templo é o único na região sul do Brasil, dentro da linha Soto Shu, que pertence ao Zen-Budismo – existem apenas seis deles no Brasil, contando com este de Rolândia. A tradição Soto é mais conhecida pela prática do ‘Shikantaza’, ou ‘apenas sentar-se’. O superintendente-geral Choro, que está no Brasil há cinco anos, é abade no templo de São Paulo.
Desde a sua fundação, 9 abades já passaram pelo templo de Rolândia: Jishun foi a primeira mulher e brasileira a ocupar esse cargo. Sua ordenação leiga foi feita pela monja Coen, conhecida internacionalmente e missionária oficial da tradição Soto Shu com sede no Japão. Coen veio algumas vezes no templo rolandense e plantou duas cerejeiras na entrada do local, no aniversário de 40 anos do Templo, em 2000.




