Ricardo Seidi foi condenado a mais de 23 anos de prisão; sua mãe, Terezinha de Jesus Guinaia, foi absolvida

Uma pena de 23 anos, 6 meses e 22 anos em regime fechado. Esse foi o veredito dos jurados para Ricardo Seidi Shigematsu, pai de Eduarda Shigematsu, assassinada aos 11 anos de idade em abril de 2019 em Rolândia, no norte do Paraná. Depois de mais de sete anos, Ricardo afirmou, pela primeira vez, que havia matado a filha. A confissão foi dada durante o seu interrogatório na noite da quarta-feira (16) no Tribunal Criminal de Maringá, onde foi julgado e condenado.
Sua mãe e avó de Eduarda, Terezinha de Jesus Guinaia, que era acusada de ocultação e cadáver e de falsidade ideológica, foi absolvida. Até o promotor de acusação pediu a sua absolvição em detrimento da manipulação e atos de Ricardo, que a ‘colocou na cena e na participação dos crimes cometidos’. Ricardo também foi condenado a pagar uma reparação mínima de danos morais de R$ 90 mil para a mãe da vítima.
Depois de oito adiamentos por diversos motivos e alegações, o júri popular foi realizado no Fórum de Maringá e durou quase 24 horas. O julgamento começou na manhã da quarta-feira (16) e terminou no final da tarde da quinta-feira (17).
Ricardo Seidi foi condenado a 21 anos e quatro meses por homicídio; um ano, dois meses e dois dias por ocultação de cadáver e a um ano e 10 dias por falsidade ideológica, totalizando 23 anos, seis meses e 22 dias. Como já está há mais de 7 anos preso, dentro de poucos anos já poderá pedir uma progressão de pena para regime semiaberto.
Sobre sua surpreendente confissão do assassinato da filha, Ricardo sempre deu a versão que Eduarda, na época com 11 anos, se suicidara e que a encontrara morta. Ele afirmava que decidiu ocultar o corpo da filha por medo de ser apontado como o autor do crime. Depois de confessar o crime durante o interrogatório, Ricardo ficou em silêncio, sem acrescentar detalhes sobre o assassinato.
Relembre
Em abril de 2019, Eduarda desapareceu e, dias depois, foi encontrada morta e enterrada na garagem de uma casa que pertencia a seu pai, Ricardo Seidi, em Rolândia.



