Mostra ‘Isso não é amor’ lembra as mulheres mortas no PR

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Exposição no Museu Municipal de Rolândia reúne relatos, dados e orientações sobre como romper o ciclo de violência

A exposição “Isso não é amor – violência contra a mulher e os caminhos para romper o ciclo” está no Museu Municipal de Rolândia e propõe uma reflexão sobre as diferentes formas de violência contra as mulheres, além de apresentar caminhos de apoio e acolhimento disponíveis na cidade. A iniciativa é uma parceria entre as secretarias de Cultura e Turismo, de Assistência Social e o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM).


A proposta surgiu durante o período do Março Mulher, com o objetivo de ampliar o debate público sobre o tema. “A exposição fala sobre a violência contra a mulher e, principalmente, mostra para as pessoas onde elas podem pedir ajuda em uma situação como essa”, explica a museóloga de Rolândia, Luana Damião. A mostra reúne imagens com mulheres em locais estratégicos do município como o 15º BPM (Patrulha Maria da Penha), o CRAM, o CAPS, o SAMU, a Procuradoria da Mulher da Câmara. A intenção é aproximar a informação da realidade local. “A gente fez imagens em frente a espaços da cidade onde as mulheres podem procurar ajuda. Embaixo de cada foto, tem a identificação do local e como acessar esse serviço”, afirmou.

Homenagem – A exposição também traz dados estatísticos sobre a violência contra a mulher no Brasil e no Paraná, com base em estudos do Laboratório de Estudos do Feminicídio, da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O objetivo é contextualizar o visitante sobre a dimensão do problema e ampliar a conscientização. Um dos espaços da mostra é dedicado a um memorial em homenagem às vítimas de feminicídio no Paraná em 2025. Ao todo, 122 mulheres foram assassinadas no período. “Aqui é um espaço para homenagear a vida dessas mulheres e mostrar que elas não serão esquecidas. A gente está falando delas”, destaca a museóloga.


A ambientação do memorial também busca provocar reflexão no público. Elementos simbólicos foram utilizados para representar situações de violência, gerando impacto visual. “A gente quis causar um certo desconforto, porque a conscientização também passa por isso”, explica Luana. A exposição também traz relatos de mulheres que vivenciaram situações de violência e conseguiram romper o ciclo. Os depoimentos foram reunidos com apoio do CRAM e destacam trajetórias de superação. “São histórias de mulheres que conseguiram sair desse ciclo e hoje têm uma vida longe da violência”, pontua.


Aberta ao público, a mostra tem classificação indicativa para maiores de 14 anos, devido à temática abordada. A visitação é gratuita e pode ser realizada de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. “Todos são bem-vindos. Vai ser um prazer receber e falar sobre essa temática que é tão importante e atual”, convida Luana.


A exposição segue aberta até o dia 8 de maio, no Museu Municipal (Av. Pres. Vargas, 2.170), atrás da estátua Roland. Grupos interessados podem agendar a visita previamente junto ao museu pelo FoneWhats (43) 3255-5516.

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