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Educação: EJA significa um futuro de oportunidades

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Matéria foi produzida pela turma do 2º Mod F, após trabalho com o gênero Textual Reportagem, com a professora Ana Eloisa Garcia Salvador

As alunas Vitória Carolina da Silva e Augusta da Silva Viana

Há alguns anos, o Colégio Estadual Padre José Herions, de Rolândia, oferece a modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA), proporcionando oportunidades de um futuro melhor para estudantes de Rolândia e região. O colégio disponibiliza a EJA semanalmente, no período noturno, para aqueles que desejam recuperar o tempo perdido e alcançar um futuro melhor. “A essência da escola é proporcionar aos alunos a possibilidade de vencerem na vida”, afirma Diogo da Silva, diretor do José Herions.


A EJA foi criada pelo governo federal e tem como objetivo permitir que aqueles que não concluíram seus estudos na idade apropriada obtenham seu diploma de forma mais rápida em comparação ao ensino regular. Com esse propósito, muitas pessoas têm retornado à sala de aula. Somente neste ano, a instituição registrou 255 matrículas de alunos entre 15 e 60 anos. Entre esses estudantes está Luciana Batista, uma aluna do ensino fundamental de 49 anos, que encoraja aqueles que estão pensando em retornar. “Todos devem continuar estudando, pois hoje em dia é necessário ter educação para alcançar sucesso na vida”.


Dados recentes apontam que no Brasil, 3 milhões de estudantes foram matriculados nos níveis Fundamental e Médio da EJA em 2020. No ano seguinte, esse número foi de 2,9 milhões de novos alunos. Nesse contexto, o Colégio Padre José Herions está abrindo as portas da EJA não apenas para Rolândia, mas também para os distritos de São Martinho e Bartira, bem como para as cidades vizinhas.


As aulas ministradas na EJA abrangem os mesmos conteúdos do ensino regular e são enriquecidas pelo uso de tecnologias. A aluna Augusta da Silva Viana, de 64 anos, que cursa o Ensino Médio, destaca os recursos disponíveis, como a TV Educatron, com acesso à internet, e a sala de informática equipada com computadores modernos. Esses recursos têm motivado ainda mais os alunos a se dedicarem aos estudos. “Eles chegam tão felizes por aprender! Estão se realizando, absorvendo os conteúdos escolares”, declara Dídima Monteiro, professora de matemática.


Os professores também encontram motivação ao lecionar para os alunos da EJA. Rosângela Castilho, professora de língua inglesa, revela o prazer em trabalhar com esse público. “Trabalhar com a EJA é uma motivação, pois à medida que os alunos descobrem as disciplinas, eles se desenvolvem. Eles mesmos reconhecem seu progresso. Isso nos incentiva como professores”.


De acordo com os professores, cada aluno da EJA traz consigo uma história única, com diferentes motivos que os levaram a interromperem seus estudos e retornarem mais tarde. Portanto, eles também têm muito a ensinar. “Eu aprendo muito com meus alunos, porque a experiência de cada um, sua história de vida e sua trajetória escolar são lições para o professor. Isso me faz enxergar a educação de uma maneira diferente. Dessa forma, também aprendo”, afirma a professora Bruna Karla Rossaneis, responsável pela disciplina de Ciências.


Ao concluírem o Ensino Médio, etapa final da Educação Básica, os alunos estarão aptos a participar de concursos como o ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, vestibulares e outros que exijam essa formação. “Isso tem uma grande importância social, não apenas para Rolândia, mas também para as cidades vizinhas”, declara o diretor Diogo. Concordando com ele, a pedagoga Débora Alvez Batista Casotti expressa sua alegria ao ver as conquistas dos ex-alunos da EJA. “Fico feliz, pois sei que todos são capazes de alcançar o sonho de fazer uma faculdade, um curso, um trabalho”.


Cada aluno almeja um futuro melhor por meio dos estudos oferecidos pela EJA. São muitos sonhos que se aproximam cada vez mais da realização. “Não importa a idade, você tem a oportunidade de voltar a estudar e obter seu diploma para um futuro melhor. Minha expectativa é cursar uma faculdade de tecnologia da informação”, declara Vitória Carolina da Silva, estudante de 19 anos do Ensino Médio.


Apesar de muitos desses alunos trabalharem durante o dia e estudarem à noite, o entusiasmo contagia as salas de aula, e eles estão determinados a alcançar seus objetivos, nesse sentido, muitos ex-alunos já passaram pelo colégio e atingiram suas metas, como relata a professora Bruna. “Observo nesses alunos o desejo de vencer, de concluir seus estudos. Tenho ex-alunos que já fizeram faculdade. A maioria deles tem como objetivo ir além”.

Como fazer
Os alunos que desejam retornar aos estudos devem ter idade superior à exigida para o ensino regular, ou seja, pelo menos 15 anos para cursar as séries finais do Ensino Fundamental e, no mínimo, 18 anos para frequentar o Ensino Médio. E para aqueles que ainda estão em dúvida sobre retornar à sala de aula, Augusta da Silva Viana deixa uma mensagem importante. “Voltem aos estudos o mais rápido possível para que possam alcançar seus objetivos”.


Para mais informações e esclarecimento de dúvidas sobre a EJA, entre em contato com a secretaria do colégio pelo telefone (43) 3256-2948 ou pelo celular (43) 99830-5266.

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