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UBS do Planato pode ter nome de moradora do bairro

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    Na sessão da Câmara da segunda (16), os vereadores de Rolândia aprovaram, em 1ª votação, o nome de Aurora da Silva Tomaz, recentemente falecida, para a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Planalto, que está quase pronta. Participaram da sessão familiares de dona Aurora, inclusive seu marido, seu Afrânio Tomaz, o Jaú. Aurora faleceu vítima de um infarto aos 78 anos, no dia 1º de março. 

    Seu Jaú afirmou que a esposa batalhava havia muitos anos pela realização desta obra e tinha o sonho de ver a unidade pronta e atendendo a população. “Se ela estivesse aqui tenho certeza que estaria muito feliz com essa homenagem. Acredito que o sonho dela foi realizado e estamos aqui para lembrar de sua importância”, relatou o esposo.

    A filha, Itamara, também confessa que ficou feliz com o reconhecimento e a preocupação que todas as pessoas do bairro tiveram com a mãe. “Todos eles queriam que o posto recebesse o nome da minha mãe em reconhecimento de tudo que ela fez pelo conjunto. Há pessoas que tinham um carinho tão grande por ela que também se consideram como sendo seus filhos”, ressaltou Itamara. 

     Dona Aurora era uma mulher muito ativa em sua comunidade e ajudava todas as pessoas que podia. Ela já morava no bairro há mais de 40 anos e sua casa foi a segunda a ser construído no início da urbanização. Diante de tantos feitos, dona Aurora também participou da solicitação de um projeto que pede a reforma do centro comunitário do conjunto Planalto, que poderá sair em breve, e era presidente da associação do bairro. 

    “A nova UBS, que em breve vai começar a atender toda a população dos bairros próximos ao Planalto, com certeza só existe por conta de muita reivindicação, em especial da minha mãe. Ela foi exemplo de pessoa enquanto esteve aqui, tenho muito orgulho e admiração por ela”, disse emocionada.

    Quem foi Aurora? 
    Aurora nasceu em 16 de novembro de 1941 na cidade de Cambará. Trabalhou na lavoura, como doméstica, mas tornou-se mais conhecida pela profissão de costureira, em que atuou por mais 50 anos. Era a Dona Aurora Costureira, professora de corte e costura desde 1972. Depois de Cambará ela morou em outras cidades como Jataizinho, Sertanópolis e Maringá. Ela veio para Rolândia no ano de 1961, mesmo ano em que conheceu o esposo Jaú. Eles se conheceram na região da Vila Oliveira e o esposo afirma que tudo aconteceu muito rápido entre eles. “Depois de um mês mais ou menos a conhecendo, já a pedi em casamento. No mesmo dia do pedido nós nos casamos no Fórum aqui em Rolândia”, relembrou o esposo.

    No início do casamento eles moraram por vários anos na rua Ouro, na Vila Oliveira. Depois disso eles se mudaram para a cidade de Maringá para poderem trabalhar. Lá eles ficaram por apenas quatro meses e, após uma forte geada, voltaram para Rolândia, e retornaram para a Vila Oliveira. Neste período o casal teve cinco filhos: Rosangela (59), Itamar (56), Itamara (57), Rosimara (52) e Luiz Carlos. 

    Parte da família, inclusive Aurora e Jaú, se mudou para o Planalto no início da década de 80 e foram os pioneiros do bairro. Desde o início Dona Aurora era prestativa com todos do bairro, e sempre ajudava as pessoas que precisavam. Ela organizava campanhas sociais e fazia o máximo para auxiliar quem estivesse ao seu lado. Era também uma costureira muito requisitada na cidade.

    Essa não foi a primeira homenagem prestada a Dona Aurora, segundo contado pela filha, ela já recebeu vários certificados em agradecimentos aos serviços prestados para a comunidade rolandense. “Ela tem certificados de honra ao mérito que foi dado pelo setor de assistência social. Ela também atuava em conselhos importantes como o da saúde e tudo isso era algo muito importante para ela”, contou. Aurora também chegou a se candidatar como vereadora.

    Jaú contou que em seus últimos dias de vida, Aurora foi com ele até a Câmara de Vereadores, passeou, visitou os filhos, e estava ainda bem ativa em suas atividades. “Era madrugada de um sábado para domingo quando eu acordei assustado e vi que ela falava com a nossa filha Rosangela ao telefone. Ela pediu ajuda dela para chamar uma ambulância pois estava passando mal”, recordou Jaú. 

    O esposo tentou levar dona Aurora para o hospital, mas ela desmaiou antes disso e suas últimas palavras foram “Pegue o carro e me leve ao hospital”. O corpo de bombeiros esteve na residência e tentou ajudá-la, mas Aurora já havia falecido. Um abaixo-assinado espontâneo de cerca de 200 assinaturas pede que o nome da costureira esteja na UBS do Planalto.

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