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Cambé: Câmara torna Inês Belanson Cidadã Honorária

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Maria Inês Madalosso Belanson criou, em 2007, a ONG ‘Acamados mais Amados’ , projeto social que hoje atende a 135 cambeenses

Imagine-se viver uma vida em que a sua missão principal é se doar pelo próximo? A cambeense, de coração, Maria Inês Madalosso Belanson (68), entende na pele o que é isso, pois é dessa forma que vive desde o dia 15 de julho de 2001, quando uma tragédia marcou sua vida. Na segunda (27), a voluntária será homenageada pela Câmara de Cambé, onde receberá o Título de Cidadão Honorário do município, proposto pelo vereador Jota Mattos (PSD). “É gratificante receber esse reconhecimento e vou aproveitar para divulgar ainda mais o projeto”, afirmou Inês Belanson.


Nascida em Sabáudia, filha de João Madalosso e de Capitolina da Rocha Madalosso, Inês foi casada com João Belanson há 10 anos. Em 1984 foi morar em Cambé, com apenas 28 anos de idade.


Mãe de três filhos, Hugo Joelson (in memoriam), Suzana Paula e Rony João, essa mulher de fibra tem uma história de vida inspiradora, marcada por muitas batalhas, e também por muita demonstração de empatia e de solidariedade, uma vez que partiu dela a ideia de criar o ONG ‘Acamados mais Amados’, que surgiu em 2007, após ela viver um dos períodos mais difíceis de sua vida.


Tudo ocorreu quando o filho de Maria, Hugo, estava de mudança para Presidente Prudente (SP) em 2001. Após ficar 40 dias na nova cidade, Hugo precisou retornar para Cambé para buscar a mudança, a mulher e a filha recém-nascida de 20 dias. A família toda resolveu pegar estrada. Pai e filho seguiram no caminhão, enquanto a mãe, mulher e filha foram em um carro. Próximo do destino, aconteceu um acidente e o esposo de Maria foi arremessado a 20 metros na rodovia e deu entrada no hospital em coma, já o filho Hugo faleceu um dia depois.


“Meu esposo permaneceu durante dois meses em coma profundo em Prudente, depois foi transferido para Santa Casa de Londrina. Lá permaneceu mais dois meses após voltar para casa em estado vegetativo por dez anos e três meses. Nesse período respirava somente por aparelho, o único movimento que ele fazia era o de piscar os olhos”, relembra Inês.


Em uma busca incansável para ajudar o esposo, Maria chegou a buscar recursos fora do estado, foi para Brasília, para São Paulo, e batalhou muito em prol do esposo. “Mas, mesmo eu fazendo de tudo para ajudá-lo, no dia 17 de outubro de 2011, ele faleceu”, compartilhou.

A ONG
Mesmo antes do falecimento do esposo, Maria lembra que, a partir de 2007, começou a despertar a ideia da ONG. E foi diante dessa sua inquietação que resolveu arregaçar as mangas e encarar a situação: foi nesse período que criou o projeto ‘Acamados Mais Amados’ para socorrer outros pacientes e familiares que também sofriam com a mesma situação. “Eu ficava pensando nas outras pessoas que poderiam estar sofrendo como eu. Contei com a ajuda da UBS Cambé 4 para fazer um levantamento do número de acamados e, para minha surpresa, tem mais gente em casa na cama do que em hospitais”, revelou.


O projeto começou com sete pessoas e hoje conta com 135 pessoas cadastradas. Essas pessoas e famílias são atendidas com acolhimento, doações de fraldas geriátricas e empréstimos de camas hospitalares, cadeira de rodas e outros acessórios. “Hoje temos 40 pessoas aguardando vaga e temos só uma empresa de Ibiporã, o frigorífico Rainha da Paz, que fornece fralda a cada 15 dias, e colaboram com cadeira de roda, banho, muletas e etc”, informou.


A ONG atua exclusivamente com voluntariado e não tem qualquer recurso. “É um serviço de utilidade pública aqui em Cambé, é registrado na estadual e na federal, porém, até agora, não temos nenhum recurso do Estado. Somos registrados também na saúde e na assistência social, e temos bastante dificuldade para enfrentar essa situação. Ainda bem que temos o apoio de algumas comunidades com doações, mas ainda sim é bem complicado, mesmo sendo um trabalho gratificante”, ressaltou.


Quem se interessar em conhecer mais sobre o projeto pode acessar a página da ONG pelo Facebook (/acamadosmaisamados). Maria finaliza dizendo que “enquanto estivermos aqui, não podemos pensar apenas em nós, mas precisamos enxergar o sofrimento dos nossos irmãos necessitados e que tanto sofrem. Se essas pessoas soubessem como é rico e gratificante ajudar e socorrer as pessoas, certamente iriam amar e servir mais ao próximo”. Para ajudar, entre em contato também pelo (43) 99125-5588 (WhatsApp).

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