Pedágio ‘inteligente’ revolta moradores de Rolândia

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Instalação de estrutura do ‘free flow’ antes da entrada do bairro Ceboleiro prejudicará milhares de trabalhadores de Rolândia

A instalação de uma praça de pedágio ‘inteligente’, do tipo ‘free flow’, ou fluxo livre em português, na BR-369, tem deixados os moradores de Rolândia revoltados. Isso porque a instalação do equipamento está sendo feita antes da entrada do bairro Ceboleiro e da empresa Lar, no perímetro urbano. Isso equivale a dizer que os moradores do bairro e as pessoas que trabalham na empresa terão que pagar o pedágio para ir ao trabalho ou embora. E tem mais: como o equipamento também está sendo instalado do outro lado da via, no sentido Arapongas-Rolândia, quem pegar o retorno antes do pedágio ‘antigo’ também será cobrado.


Descontente com a instalação do pedágio nesse local, o prefeito de Rolândia, Ailton Maistro, chamou para uma reunião Marcos Moreira, diretor-presidente da concessionária EPR, responsável pelo trecho que se inicia em Jacarezinho e se estende por mais de 600 quilômetros. Maistro queria esclarecimentos sobre uma estrutura que está sendo instalada em Rolândia. O encontro foi realizado na manhã da quarta-feira (28), feriado municipal, e o prefeito convidou também o deputado estadual Cobra Repórter e o presidente da Câmara, vereador Guilherme Spanguemberg, para que participassem do encontro, além do vice-prefeito Horácio Negrão, secretários municipais e seu departamento jurídico.

Na foto ao lado: AIlton Maistro, Cobra Repórter, Marcos Moreira e Guilherme Sponguemberg


A Prefeitura alegou que não foi notificada sobre nenhuma ação da concessionária acerca de uma eventual mudança da praça de pedágio de Arapongas para aquele ponto, na BR-369, no perímetro urbano de Rolândia. Se o local se transformar em praça de pedágio, prejudicará a economia da cidade e afetará trabalhadores e moradores do entorno. A Prefeitura de Rolândia deve apresentar, nos próximos dias, dados à concessionária sobre os impactos prejudiciais que uma eventual praça de pedágio naquele local traria para milhares de rolandenses. O diretor-presidente da EPR, Marcos Moreira, afirmou aos presentes que irá aguardar esse levantamento para avaliar a questão e analisar o que pode ser feito.

Em outras cidades
O Grupo JR conversou com o vereador rolandense João Ardigo, uma das primeiras pessoas a falar sobre a instalação da praça de pedágio naquele local. O parlamentar afirmou que as cidades de Marialva e Mandaguari estão passando pelos mesmos problemas com o pedágio inteligente. “Participei da uma reunião em Marialva, há cerca de 12 dias, com os prefeitos das duas cidades e com mais de 20 vereadores. O prejuízo que os moradores das duas cidades terão com esse pedágio é a principal reclamação. Eles estão se movimentando”, revelou Ardigo.


Na próxima semana, uma nova reunião deve acontecer entre os vereadores de Rolândia e o diretor presidente da EPR.
O novo contrato de concessão de rodovias deve ser assinado no dia 6 de fevereiro, mas ainda não há previsão do início da cobrança do pedágio – que deve ter um preço em torno de R$ 8,50.

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