Em Rolândia, árvores do Parque Central passam por avaliação e substituição

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Segundo a SEMMA, intervenção foi definida a partir de avaliações técnicas que identificaram problemas estruturais em árvores localizadas no entorno do parquinho

Técnico aponta para problema de sibipiruna que foi cortada no entorno do parquinho

A revitalização do Parqinho Central de Rolândia começou na segunda (17), mas o que chamou a atenção de alguns rolandenses foi o corte de várias árvores no local. Segundo a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEMMA), está sendo feito o manejo da arborização do espaço, que inclui a avaliação e a substituição de árvores com comprometimentos estruturais.


A intervenção ganhou atenção principalmente pela retirada de árvores na área próxima à Rua Capitão Chagas, onde foram avaliadas 9 sibipirunas. “Nós fizemos uma avaliação de nove indivíduos, sendo que em cinco deles constatamos alguma fitossanidade no indivíduo. O que é isso? Nós avaliamos a saúde da árvore”, explicou o diretor da SEMMA, Miguel Nogueira. Essas cinco árvores serão substituídas e precisaram ser cortadas.


Entre os problemas encontrados, segundo Miguel, estão danos na região basal e no sistema radicular, que corresponde às raízes, além de partes internas do tronco em avançado estado de apodrecimento, fissuras e cavidades com o lenho exposto.
Durante a avaliação, a equipe também encontrou cavidades profundas nas raízes. Segundo o diretor, em alguns pontos foi possível perceber que o material estava oco, característica associada ao apodrecimento. Também foram identificadas pragas, como brocas, e a presença de parasitas em alguns exemplares. “Tudo é embasado por laudo, tudo é laudado”, afirmou Miguel.
Segundo ele, somente a avaliação dos indivíduos analisados no local resultou em um documento de 26 páginas.

Segurança no entorno do parquinho
A decisão pela substituição levou em consideração não apenas as condições das árvores, mas também o local onde elas estão instaladas. A área fica próxima a estabelecimentos comerciais, residências e vias com circulação de veículos, além de estar passando por uma revitalização que deverá ampliar a presença de famílias e crianças.


“Por ser um parquinho, do outro lado são áreas comerciais, residenciais, com fluxo de veículo […] Então, prezando pela segurança, a gente optou por fazer a substituição dessas árvores”, explicou Miguel.


A previsão é de plantio de ipês-brancos, que serão incorporados à arborização já existente no local, onde também há ipês-amarelos e roxos.


A SEMMA informa ainda que a política de substituição adotada pelo município prevê o plantio de cinco novas árvores para cada exemplar suprimido, sempre que houver espaço adequado.


Miguel citou como exemplo uma intervenção realizada na região da antiga Brasilândia, onde nove árvores foram retiradas e 46 foram plantadas em dois trechos próximos.


Outro fator considerado pela secretaria é o cenário climático. “A arborização urbana é um dos aspectos que nós temos que avaliar nesse cenário”, destacou. Além das sibipirunas, uma quaresmeira localizada na parte inferior da quadra também foi retirada após avaliação. Segundo Miguel, o exemplar estava comprometido devido à ação de cupins, com identificação de um cupinzeiro ativo.


A revitalização do Parque Central seguirá com outras etapas voltadas à melhoria da estrutura, segurança e utilização do espaço pela população.

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