O sol da esperança inapagável

Por Humberto Xavier Rodrigues

E o Senhor Deus fez túnicas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu. Gênesis 3:21. O sol do antigo mundo é o mesmo que ainda hoje nos ilumina e nos aquece. Da mesma forma, a fé de Abel e a de João Batista tinham o mesmo objeto. Noé não ensinou uma justiça diferente da qual Paulo ministrou. Os patriarcas não acharam sua alegria em uma esperança diversa daquela dos apóstolos.


Desde o princípio até o fim do mundo, todos os peregrinos, que atravessam o oceano da vida, não chegam ao porto do descanso eterno senão guiados por uma só e única Pessoa: nosso Senhor Jesus Cristo. Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. João 14:6.


Se o jardim do Éden foi testemunha do triste espetáculo de inocência destruída, testemunhou também um espetáculo ainda maior, o da inocência restaurada. Os pais de nossa raça não foram expulsos do jardim do Eden sem uma grande esperança, uma consolação, uma preciosa promessa, a imagem distinta de uma libertação completa.


Essas túnicas representaram a vestidura de justiça oferecida por Deus aos homens, para restaurá-los à comunhão que foi perdida pela queda. Eles tinham o conhecimento da sua vergonha e coravam ao receber a luz da vida. Em sua aflição, eles procuraram se esconder atrás de uma invenção humana, que não podia ir além de um esboço de uma vestimenta.


As túnicas feitas pelo nosso Senhor Deus não eram folhas juntas umas às outras, nem cascas tecidas, nem raízes entrelaçadas; eram despojos de animais degolados. A morte de animais começou, pois, nesse mesmo jardim. E, para que? Não foi para servir de alimento ao homem, mas para justificá-lo, pois antes do dilúvio, somente as ervas lhe bastavam.


Esses animais foram oferecidos em sacrifício, como tipos do Cordeiro destinado desde o princípio do mundo. Daqui aprendemos que no Éden foi derramado o sangue da vítima inocente, e que o animal curvou-se sob o golpe da morte para cobrir a nudez do culpado.


Aprendemos ainda mais, que a primeira gota de sangue que manchou a terra e que o primeiro gemido de agonia foram extremamente significativos: …porque o salário do pecado é a morte..,… e sem derramamento de sangue não há remissão. Romanos 6:23, Hebreus 9:22. Que o Espírito Santo fale em nossos corações! Amém!!!

Humberto Xavier Rodrigues é formado em Teologia.

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