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TESTEMUNHO

Por Monsenhor José Agius
(in memoriam)

O evangelista São João termina seu evangelho com esta afirmação em 21,20: “Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas e as escreve”. O apóstolo evangelista, consciente das maravilhas que tinha narrado em seu evangelho e dos sublimes ensinamentos de Jesus, não quer terminar, sem antes fazer como que uma reafirmação de tudo quanto escreveu, pois São João escreveu o evangelho quando já era idoso, quando já haviam surgido as primeiras heresias; por isso João tinha interesse em deixar registrado por escrito a autenticidade do seu evangelho.


João tinha ouvido os discursos e todas as palavras de Jesus, tinha presenciado seus milagres e tinha vivido com Jesus durante três anos; podia, pois, dar testemunho daquilo que tinha visto, ouvido e vivido, e seu testemunho era digno de crédito.


Devemos nós, cristãos e cristãs, agradecer a grande bondade de Deus, que quis deixar-nos estes documentos nos quais podemos encontrar os ensinamentos e os prodígios de Jesus, pois neles resplandecem sua bondade e sua condescendência para conosco. Porém, devemos aproveitar a leitura dos evangelhos para nosso aproveitamento espiritual. Seja o evangelho o grande livro ao qual recorramos sempre, para conhecer a verdade e para imbuir-nos do espírito de Jesus Cristo. Demos a conhecer o evangelho a quantos se relacionem conosco, para que também a eles chegue a doutrina salvadora.


A figura de Jesus, tal como aparece esboçada no evangelho, cativa os corações. O grande mal de nossos tempos e a causa da incredulidade de muitos e da corrupção, que padecemos, é o desconhecimento total de Cristo. Nosso grande trabalho há de ser o de tornar conhecido pelos homens e mulheres esse que tanto amou os seres humanos e que aceitou, por eles, toda sorte de humilhações e de sacrifícios e até a própria morte. Que bonito seria, que quando você morrer, se pudesse colocar como epitáfio sobre seu túmulo: “Foi este um discípulo de Jesus Cristo, que deu testemunho dele com sua palavra e com sua vida”.

Monsenhor José Agius
(in memoriam)

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