Rolândia: servidores buscam rejuste não dado na Pandemia

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Servidores foram até o Legislattivo pedir apoio para receber ‘reajuste’ por quatro meses de 2021 que ficou para trás

Um grupo de servidores foi até a Câmera de Rolândia na sessão de terça (8)

U m grupo de servidores públicos, acompanhados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rolândia (Sisrol), foi até a Câmara pedir apoio dos parlamentares na questão de quatro meses de reajuste não pagos em 2021 à classe pelo Poder Executivo. “Em 2021, houve uma lei do governo federal que impedia que servidores públicos recebessem reajuste.

Como o prefeito Ailton Maistro havia dado, ele retirou e voltou a dar quatro meses depois. Aí, os servidores ficaram sem receber esses quatro meses desde então”, explica Eduardo Giesen, presidente do Sisrol.


De acordo com Giesen, o sindicato tentou conversar com a administração para resolver a situação. “Mas não conseguimos chegar num consenso. A prefeitura chegou até a apresentar cálculos, mas nunca disseram se iam pagar ou não”, afirmou o presidente. Devido a isso, o Sisrol enviou um ofício à Câmara pedindo o apoio dos vereadores para que os servidores recebessem esses valores.


A medida atingiu todos os servidores de Rolândia (mais de 1500) e o cálculo total desses quatro meses de reajuste ‘esquecidos’ é algo em torno de R$ 1,7 milhão. “Esse valor foi apresentado pela própria prefeitura de Rolândia”, revelou Eduardo Giesen.


O vereador João Ardigo (MDB) falou que o município tem a prerrogativa de fazer a alteração na lei orçamentaria do ano anterior, vigente neste ano. “Espero que o município faça isso e devolva o que é um direito e não um benefício do servidor e podem contar comigo”, ressaltou.


O presidente da Câmara, Guilherme Spanguemberg (PL), disse que a Câmara irá encaminhar uma minuta para servir de base para que o Executivo devolva um projeto de lei para pagar o retroativo desses quatro meses dos servidores. “O prefeito disse que não tem dotação orçamentário para isso, mas a Câmara se dispôs a pegar a parcela do duodécimo (parcela mensal que recebe da prefeitura) e custear essa despesa”, afirmou Guilherme.


O JR entrou em contato com a prefeitura municipal para ouvir a administração, mas até o fechamento desta edição não obteve nenhuma resposta.

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