No próximo sábado, londrinenses se unem no ato ‘Parem de nos matar!’

Manifestação pede o fim do feminicídio e uma sociedade livre da violência de gênero; participe

Unidas pelo grito “Parem de nos matar!”, mulheres de Londrina realizam uma manifestação no dia 26 de setembro, no Anfiteatro do Zerão, pedindo o fim do feminicídio e de todas as formas de violências de gênero provocadas pelo machismo. Das 14h às 18h, estão programadas diversas atividades, como aula de defesa pessoal, informações sobre serviços de proteção, espaço de escuta e acolhimento, música e apresentações culturais.

“Nascemos da necessidade de não permanecer em silêncio. Nenhuma mulher deveria precisar enfrentar violência. E nenhuma mulher deveria enfrentar a violência sozinha. Por isso, esse movimento nasce para informar, ouvir, reunir, fortalecer e construir. Somos muitas vozes que decidiram caminhar juntas”, diz o texto do movimento coletivo.

A manifestação “Parem de nos matar” surgiu da indignação com a violência cotidiana enfrentada pelas mulheres, que atingiu seu ápice na nossa cidade com o feminicídio brutal cometido por Gabriel de Andrade contra a jovem Thaissa Gabriely de Oliveira Marques. Aos 21 anos,Thaissa resistiu à tentativa de estupro e acabou assassinada.

Esse feminicídio evidenciou uma série de riscos enfrentados pelas mulheres. As investigações indicam que Thaissa vinha sendo observada pelo agressor há dias, e que expressou seu medo a amigas. Uma jovem, universitária, recém-contratada para o trabalho, tornou-se alvo pelo simples fato de ser mulher.

“A violência de gênero produz vítimas todos os dias. O Brasil registra um estupro a cada 6 horas, quatro feminicídios por dia. São números angustiantes que precisam ser combatidos com visão intersetorial, unindo segurança pública, assistência social, saúde e educação. É urgente formarmos uma sociedade sem machismo e misoginia. Queremos todas nós vivas!”, acrescentam as integrantes do movimento.

O ato do dia 26 de setembro pretende deixar claro que mulheres não aceitarão mais ficar caladas. Todas têm o direito de viver, trabalhar, estudar e se divertir em segurança. 

Todas as pessoas que acreditam nisso estão convidadas a participar da manifestação. Traga sua água, seu cartaz e seu grito de indignação para construir uma sociedade livre da violência de gênero.

Perguntas frequentes:

Quando vai ser o ato?

Dia 26, começando às 14h.

O que vai ser feito no dia?

Vamos ter aula de defesa pessoal, palestras, rodas de conversa e atrações culturais.

Isso é uma festa?

Não. É luto. É lembrar mulheres que não puderam continuar suas histórias e honrar essa memória com respeito. Mesmo sendo dor, queremos que seja um passo à frente.

Posso levar meu filho, meu marido, meu pai?

Pode. O ato é aberto a todo mundo que quiser estar do nosso lado.

Tem algum partido político por trás?

Não, nenhum. Somos apartidárias. A pauta é uma só: o fim da violência contra as mulheres.

Manifestação não funciona, pra que fazer isso?

A gente entende quem pensa assim, porque, às vezes, parece que grita muito e muda pouco. Mas manifestação é mostrar que existimos, que estamos incomodadas, que não vamos ficar caladas enquanto mulheres continuam morrendo. É pressionar quem tem poder de decisão, porque presença enumera e incomoda. E é cada uma de nós saber que não está sozinha nisso.

Como posso ajudar?

Vindo no dia, participando das atividades, chamando outras mulheres. Cada uma chama duas.

Serviço: 

Ato “Parem de nos matar!”

Data: 26 de setembro 

Horário: das 14h às 18h

Local: Anfiteatro do Zerão – Londrina/PR

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